"Não queria ter que pensar nas pessoas que tinham que lutar por suas vidas lá fora, ou quão rápido a doença poderia estar se alastrando.
Sentia terror dos contaminados. Mas não mais do que sentia em relação a mim mesma."
Pág. 256
Editora: ID
Páginas: 480
Série: Dearly, Departed #1
Faixa etária: 14+
Onde comprar: Saraiva
A História: O ano é 2195. A sociedade adotou os costumes antigos, onde as mulheres vestiam vestidos longos, casavam-se a gosto de seus pais e os homens forneciam o sustento da família.E Nora está sozinha.
Depois da morte de seus pais, morando com uma tia que não gosta dela, ela sente que não se encaixa. Especialmente quando a cidade parece estar se virando de cabeça para baixo.
Então, em um dia fatídico, Nora é arrancada do mundo que conhece e levada para uma espécie de forte onde mortos-vivos (diga-se zumbis) convivem como pessoas normais. Bram, um rapaz que conseguiu conservar uma certa beleza torna-se seu amigo e lhe explica que aquilo se trata de uma doença, a qual Nora não apenas é imune, mas pode ser a cura. Uma doença que pode mudar o curso da humanidade e das pessoas que ela sempre amou.
Minha Opinião: Dearly, Departed trata de dois temas que eu não curto: zumbis e steampunk. Porém, tive nas minhas mãos uma leitura deliciosa; um dos livros mais originais do ano. E com uma das capas mais bonitas também.
Lia Habel é uma autora muito jovem, mas a teoria que ela criou para a "doença" Lázarus, que origina a epidemia de zumbis, foi sufocante. O livro começa num clima "gracinha", com muitas teorias, um romancezinho fofo, uma ambientação e muitos diálogos, para se tornar um enredo desesperador, digno de um episódio de The Walking Dead, uma verdadeira luta pela sobrevivência. As cenas do final do livro valeram por todas as quase 500 páginas. Além disso, a descrição da nova sociedade com modos antiquados foi algo muito crível e interessante, que deu à história um toque de classe e elegância.
Tudo bem, é verdade que eu não consigo me convencer quando me deparo com um romance entre uma humana e um zumbi. A cena não se forma na minha cabeça, por mais que insistissem que Bram, o mocinho em questão, não estava em um estado muito diferente de quando era vivo. Por isso, não me perguntem pelo romance, pois minha resposta será sempre tendenciosa nesse quesito, em uma história como essas.
A autora também usa de várias "vozes" para contar a história. Cada capítulo é narrado por um personagem diferente. Mas apesar de isso ser um recurso muito interessante, confesso que achei alguns narradores desnecessários. Meus preferidos eram Nora, Bram e Pamela, a amiga corajosa e leal de Nora. O que veio a mais foi enrolação, pelo menos na minha opinião. Seria até mais interessante se muitas das informações que os outros personagens nos passaram fossem mantidas em segredo até o fim.
Posso afirmar que Dearly, Departed foi a maior surpresa do ano. Acredito que ele irá lhe surpreender também!
Quantas Estrelas:
Vídeo: Por algum motivo, a história de Nora me lembrou um pouquinho Alice no país das maravilhas, portanto, segue Alice (Undersground) da Avril Lavigne.











































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