

Editora: Giz
Páginas: 380
Série: -
Faixa etária: 18+
Onde comprar: Cultura
A História: Maria Eva: uma linda debutante nos anos sessenta. Uma jovem mimada, mas doce e meiga, que arrebata o coração de Augusto, um jovem bonito, promissor e romântico.
Maria Fernanda: ajuizada, gentil, com uma leve tendência a gostar dos homens errados, proibidos.
Maria Luiza: a rebelde, que vive à sombra da irmã, querendo que Fernada conquiste as coisas por ela. Apaixona-se por um homem que não a quer e que pode simplesmente levar sua vida à loucura e ruína.
A história de três mulheres cuja única característica em comum era o nome Maria. Completamente diferentes, ligadas por laços familiares de amor, elas nos "contam" seus amores, desamores, tragédias e conquistas em um romance intenso e delicado.
Minha Opinião: "Maria" me ganhou de cara pela sinopse. Senti um gostinho de nostalgia ao me lembrar dos primeiros romances que li, de Danielle Steel, Jacqueline Brinkin, Cinthia Freeman, e foi exatamente com isso que me deparei: uma história consistente, onde o principal vilão é o destino.
A escrita de Eliana é rebuscada, refinada e encontrei apenas alguns errinhos de revisão ao longo da leitura, mas que não prejudicaram a história em um todo.
Gostei da história desde o início, mas confesso que o romance de Augusto e Eva não me hipnotizou. Tudo acontece muito rápido com eles, apaixonam-se perdidamente em segundos, e talvez tenha sido isso que me deixou mais com um pé atrás. A verdade é que quem me conquistou, que roubou a cena, foi Fernanda. Que personagem deliciosa! Tão rica em sentimentos, tão altruísta... mesmo tendo passado por tantas provações, ela soube manter a doçura, a integridade e cuidar de todos a sua volta. Seu romances também são incríveis e confesso que vibrei para que ela ficasse com quem acabou ficando no final.
Apesar de ter odiado Luiza, preciso confessar que ela foi brilhantemente construída. Eu podia jurar que ela seria uma mosquinha morta, mas sua liberdade lhe causou estragos e Eliana soube conduzir uma trama riquíssima. Ao mesmo tempo que invejava a irmã, ela sentia um amor incondicional por ela. Isso deu um toque dramático à trama na medida certa. Ponto para a autora.
Acho que Maria era o livro que faltava para essa nova leva de obras nacionais imperdíveis que está surgindo. Eu estava mesmo sentindo carência de um romance romântico sem sobrenatural, sem suspense, sem assassinatos... apenas aquele toque delicioso de drama e tragédia e amores de tirar o fôlego. Agora já temos nossa "Danielle Steel" brasileira!
Quantas estrelas:

Vídeo: Acho que essa música tem tudo a ver com Fernanda - I want to know what love is na versão da Tina Arena.



















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