"A cada peça que movia sobre o tabuleiro, ela parecia estar vendo uma disputa real, em uma terra mágica e longíngua, na qual os bispos, as torres, os peões, os cavalos e a rainha duelavam heroicamente para proteger o seu rei."
Pág. 16
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 399
Páginas: 399
Série: -
Faixa etária: 14+
Onde comprar: Saraiva
Onde comprar: Saraiva
A História: O ano é 1947 - Pós-guerra. Anny é uma doce menininha de oito anos de idade que vive feliz com os pais ocupados, que têm tempo para ela apenas uma vez por semana. Ao receber um lindo tabuleiro de cristal de presente do pai, Anny tem certeza que tudo ficará bem, mas ela estava enganada.
Deixada para trás pelos pais, adotada por uma família que a trata como uma empregada, sem amor ou carinho, Anny só pode esperar que seus pais retornem.
Enquanto espera, ela cria um mundo só seu, dentro de um reino de xadrez, onde ela é a rainha e escapa de sua triste realidade, tentando ser feliz.
Minha Opinião: Primeiro de tudo gostaria de dizer que fico muito feliz de resenhar esse livro, pois a autora, Fabiane Ribeiro é uma querida. Em segundo lugar, o livro é igualmente especial para mim, porque sua linda capa foi feira pelo André Siqueira da Era Eclipse. Um espetáculo à parte, que muito combina com a beleza sofrida da obra.
Jogando Xadrez com os Anjos é uma confusão de intensas emoções. Não há como não chorar, como não se envolver com personagens tão bem construídos, se revoltar e se ver torcendo por um final feliz. Fabiane deu um tom sombrio à história e posso comparar esse livro a tantos outros de sucesso, como: A menina que roubava livros, A Princesinha, dentre outros. Como a autora mesmo diz, é um livro contado por uma criança, mas voltado para adultos.
A escrita de Fabiane Ribeiro é extremamente sensível e muito fluída. É incrível sua capacidade de nos fazer entrar na cabecinha inocente de Anny e acreditar em tudo que estamos lendo. A descrição e passagens no reino Xadrez são extremamente críveis, dignas dos fãs de Crônicas de Nárnia, com uma quantidade de fantasia em menor escala. Ao mergulharmos nas ideias da autora, somos transportados para um cenário inteligente e bem construído, que denuncia toda a sensibilidade que caracteriza o livro como um dos mais emocionantes que li no ano.
Pepeu é um personagem delicioso. Ele é a luz na vidinha sofrida de Anny, é seu guardião, mesmo que cuide dela num mundo de sonhos, irreal. A combinação desses dois personagens me fez ganhar arrepios em várias passagens do livro.
Só tenho a parabenizar a Editora Universo dos Livros pela inteligência em apostar em uma autora nacional desta categoria. E se você procura um livro nacional da melhor qualidade, cheio de inocência e páginas e páginas de pura emoção, Jogando Xadrez com os Anjos é para você.
Quantas estrelas:
Vídeo: A música é velha, mas foi a primeira que eu pensei quando li este livro: On my Own da Nikka Costa.





















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