Páginas: 414
Série: -
Título Original: Safe Haven


Por: Bia Carvalho
Postado por Bia Carvalho

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Editora: Arqueiro

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A História: Landon Carter precisava de uma lição. Ele apenas não esperava que ela seria tão dolorosa e ao mesmo tempo eterna.
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"Em circunstâncias normais, Ronnie provavelmente teria apreciado uma noite como essa. Em Nova Iorque, as luzes da cidade tornavam impossível ver as estrelas, mas aqui era exatamente o oposto. Mesmo com a cerração, dava para ver claramente a Via Láctea e até o brilho de Venus. As ondas iam e vinham de forma ritmada pela praia, e, no horizonte, dava para ver as luzinhas de meia dúzia de barcos de pesca de camarão. Mas as circunstâncias não eram normais..."
A História: Depois que seu pai abandonou a família e partiu para uma cidadezinha de praia chamada Wrightsville, Ronnie passou três anos sem falar com ele. E passaria muitos mais, se sua mãe não a mandasse junto com seu irmãozinho de dez anos para passar o verão nessa cidade que ela considerava o fim de mundo.
Chegando lá, ela repele o pai de todas as formas, e tudo que ele quer é uma aproximação. Mas, nem mesmo a música que os unia podia lhes aproximar, pois Ronnie não tocava mais piano, desde que ele partira.
Mas, o que a garota não esperava, era que Will, um rapaz bonito, de boa família e jogador de volei acabaria se interessando por ela, e que acabaria tornando seu verão muito mais bonito, e que sua relação pai e filha poderia ser salva de uma maneira eterna.
Minha Opinião: Como esse foi o primeiro livro do Nicholas Sparks que li, fui avisada de que seria uma leitura que me levaria às lágrimas, especialmente porque sou extremamente sensível. Quando comecei a lê-lo, estava em alerta a todo momento, achando que a história poderia dar uma reviravolta e me deixar muito emocionada. Porém, eu juro para vocês que não estava nem um pouco preparada para o que li. Juro que chorei de soluçar no meio do ônibus com certas partes, portanto, fica ai o aviso: "Ler Nicholas Sparks pode lhe dar rugas!!!"
Brincadeiras à parte, confesso que o início da história me deixou um pouco desanimada. Conhecia o esquema montado - a menina rebelde sem causa, áspera, que sempre se apaixona pelos caras errados, que acaba encontrando o menino direitinho e ele, sem explicação se apaixona por ela. Já imaginava até que ele teria uma namorada super-popular que faria da vida da protagonista um inferno. Não errei nas minhas suposições, mas errei no meu julgamento precipitado. "A última música" é muito mais do que uma historinha de drama adolescente, que conhecemos de cor. O livro é uma verdadeira lição de vida, de amor, de amizade e companheirismo.
Com uma sutileza quase feminina (não me levem a mal com esse comentário, mas juro que é um elogio), Nicholas nos apresenta uma leitura simples e intensa, com reviravoltas e diálogos inteligentes. Algumas passagens são clichês, eu sei, mas até o clichê desse autor me caiu muito bem.
É encantadora a maneira como passei do ódio ao amor por Ronnie em apenas algumas páginas. Sim, eu odeio garotinhas "I wannabe James Dean", que tentam a todo custo enfrentar pais e mães estragando a própria vida, andando com as pessoas erradas e fazendo coisas erradas. É linda a forma como descobrimos o quão humana e bondosa ela é, por trás da fachada durona e rebelde e como ela amadurece para enfrentar as dificuldades.
E os homens da trama? Will não me cativou. Achei-o covarde e imaturo em diversos pontos, principalmente com a mãe e Marcus. Steve é o pai que todos queriam ter. Que personagem grandioso! Um exemplo para qualquer um. Jonah, um fofo, e Marcus, o vilão... me deixou cheia de raiva.
A última música é um livro lindo e merece ser apreciado com moderação, pois causa lágrimas e choros compulsivos. E não digam que eu não avisei...
Quantas estrelas: ****
Tem uma trilha sonora? Não sei o motivo, mas eu fiquei o tempo todo com uma música chamada Cry da Mandy Moore na cabeça enquanto lia esse livro, que foi trilha sonora de outro filme adaptado de um livro do Nicholas Sparks, Um amor para recordar (outro que me fez chorar demais!!). Então essa ficou como escolhida.












