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Um Porto Seguro - Nicholas Sparks

Postado por Bia Carvalho

terça-feira, 7 de maio de 2013

 
"As pessoas sempre contam a maior parte da história... E eu aprendi que a parte que elas deixam de contar é sempre a mais importante. As pessoas escondem a verdade porque têm medo."
Pág. 87
 
 
Editora: Novo Conceito
Páginas: 414
Série: -
Faixa etária: 16+
Título Original: Safe Haven
 
A História: Quando a bela e misteriosa Katie chega à pequena cidadezinha de Southport, tudo que ela quer é ser invisível. O que, claro, não consegue por muito tempo.
Ela logo vira a atração da cidade, e o centro das atenções de Alex, um belo viúvo, com dois filhos, que jurava ter fechado seu coração para o amor.
E Katie também tem seus traumas do passado, mas lentamente começa a se ver envolvida pelo sentimento que a cidade, Alex e seus filhos começam a lhe proporcionar.
Será que esses dois poderão voltar a ser felizes, reaprendendo a amar?
 
Minha Opinião: Acho muito legal quando um autor consegue se redimir com você. Acho que quem acompanha meu blog há um tempo conhece minha relutância com Nicholas Sparks. Não que eu não goste de seus livros, mas não consigo me empolgar com eles, não consigo me envolver com a história a ponto de compreender esse frenezi todo que ele causa. Porém, Um Porto Seguro veio para me despir de meus preconceitos para com ele e provar que podemos sempre nos surpreender.
Não que possa caracterizá-lo como um livro perfeito ou um favorito, mas há uma dosagem muito inteligente de romance, suspense, violência e aquela lição de moral que Sparks sempre acrescenta em sua obras. Ah! E tem o drama também, que não poderia faltar, mas não exacerbado... é na medida certa. Thank God!
A história não flui com facilidade, apesar de não perder o ritmo. A verdade é que o livro é um pouco maior do que precisaria ser, uma vez que há muitas cenas desnecessárias (minha opinião). Minha parte preferida, sem dúvida, foram as cenas de flashback, mostrando a vida difícil que Katie levara e quão longe a loucura de um ser humano pode chegar. Essas cenas mexeram com minhas emoções de uma forma que cheguei a tremer de ansiedade pelo desfecho de tal personagem e sua crueldade. Sua insanidade.
Não posso negar que Sparks É um talento, especialmente para nos emocionar. Ele sabe contar sua história de forma melodiosa, detalhada e coerente, criando personagens de fácil identificação, o que eu acho que é um de seus segredos para tanto sucesso. Neste livro, por exemplo, não há como não torcer pela história de amor de Alex e Katie e esperar que ele não os maltrate com seus finais de arrasar coração. Bem... não posso contar mais do que isso.
Só posso dizer que Um Porto Seguro abriu meus olhos e meu coração para esse autor. Quem sabe eu não acabe voltando aqui com mais uma resenha entusiasmada de uma de suas obras, hein?
 
Quantas estrelas:
 
 

O melhor de mim - Nicholas Sparks

Postado por Bia Carvalho

terça-feira, 27 de março de 2012


Editora: Arqueiro
Páginas: 270
Série: -
Faixa etária: 14+
Onde comprar: Saraiva

A História: Dawson nasceu na família errada e toda sua vida foi regida por esse erro do destino. Os Cole eram conhecidos na pequena cidade de Oriental por seus caráteres duvidosos, não hesitavam em roubar, matar, ferir, estuprar e extorquir. Eram a escória da cidade, causavam o caos e a violência. E apesar de Dawson ser diferente, era tratado como igual.
Mas duas pessoas na cidade não o viam dessa forma: Tuck, o velho "rabugento" que o abrigou quando mais precisou, e Amanda, a garota linda e rica, que se apaixonou perdidamente por ele.
Por um infortúnio, os dois acabam se separando, mas vinte anos depois, ao voltarem à cidade para prestarem homenagens póstumas ao amigo Tuck, eles se reencontram.
Será que um amor de adolescência poderia ser capaz de sobreviver à tantas tragédias e obstáculos?

Minha Opinião: Eu acho que sou a única da blogsfera que não se empolga tanto quando um livro do Nicholas Sparks é anunciado. Talvez eu simplesmente tenha estômago para Jogos Vorazes ou Gone (Michael Grant), mas hesite antes de ler qualquer coisa que vá me deixar tão emocionada ou sensibilizada. Porém, O Melhor de Mim, despertou exatamente o melhor de mim durante a leitura. E acho que essa era exatamente a intenção de Sparks. Eu sofri, chorei, vibrei, ponderei, xinguei, discuti com personagens e me calei no final. Um maremoto de emoções controversas que me deixou muito, mas muito satisfeita.
Junte uma história de amor mal resolvida, um personagem que torce pelos protagonistas e que os apoia mesmo depois da morte, uma pontinha pequenina de sobrenatural e vilões cheios de ódio pelo mocinho. Coloque todos esses ingredientes nas mãos de um autor sensível e competente, que não tem como dar errado.
Eu simplesmente me apaixonei pelas duas histórias de amor que ele criou, tanto a principal, de Dawson e Amanda, quanto de Tuck e Clara. Dawson é um personagem belíssimo, que mesmo criado em uma família de bandidos, manteve seus valores e princípios e construiu um caráter invejável: altruísta, apaixonado, calmo, ponderado... mas os outros não ficam atrás. Tuck, com seu legado de lições de moral é apaixonante, e Amanda é a mulher fragilizada e indecisa, mas tão generosa e real, que não conseguimos deixar de gostar dela. Todos fazemos escolhas erradas, então por que com um personagem seria diferente?
O melhor de mim não é apenas uma história de amor entre um casal, é a história de uma cidade e das pessoas que vivem nela, o melhor e o pior de suas personalidades. Pessoas tão reais que poderiam ser seus vizinhos, colegas de trabalho ou conhecidos. É uma verdadeira aula de comportamento humano, uma aula de como se criar personagens tão peculiares e distintos entre si.
Fico feliz que livros do Nicholas Sparks sejam lançados com tanta frequência, pois apesar dele não ser meu autor favorito, é um incentivo para que adolescentes leiam livros mais adultos e realistas, sem sobrenatural, sem apocalipses ou fantasia. Doses de realidade e romance não fazem mal a ninguém.
Recomendado!

Quantas estrelas:

Vídeo: Pensei em Stigmatized do The Calling porque realmente o amor de Dawson e Amanda era cheio de estigmas. E a música é romântica exatamente como o casal do livro.

Um amor para recordar - Nicholas Sparks

Postado por Bia Carvalho

domingo, 29 de maio de 2011

"Meu nome é Landon Carter, e tenho 17 anos.
Esta é a minha história - e prometo contar tudo.
No início você vai sorrir, e depois vai chorar - não diga que eu não avisei."

A História: Landon Carter precisava de uma lição. Ele apenas não esperava que ela seria tão dolorosa e ao mesmo tempo eterna.
Em um certo verão, que parecia ter potencial para ser igual a todos os outros, Landon decidiu entrar em uma certa aula de teatro, onde sem querer acabou "esbarrando" em uma certa garota.
Jamie não era exatamente a garota para quem Landon olharia. Sem visíveis atrativos físicos, religiosa, filha do reverendo da cidade e com uma queda pelas boas ações e pela caridade, eles eram dois opostos.
E Jamie foi bem clara quando pediu que ele não se apaixonasse por ela.
Mas foi tarde demais... ao levá-la para o baile do colégio e depois participar de uma peça onde ela se mostrou ser bem mais atraente do que todos imaginavam, Landon entregou seu coração.
Porém, havia algo de errado com Jamie e essa descoberta poderia mudar tudo entre eles.

Minha Opinião: Pois é Landon Carter, você avisou no início do livro, mas lamento dizer que eu sou teimosa e valeu o risco. Eu chorei sim, e chorei muito... mas foi bom rever sua história.
Para quem viu o filme, vai estranhar um pouco como eu estranhei. A história não é exatamente igual, mas não menos linda.
O livro é contado de uma maneira muito simples, que eu já reparei que é uma característica de Sparks. Ele nos brinda com uma história corriqueira, dois jovens descobrindo o amor durante um verão, indo à bailes e vivenciando problemas da adolescência, mas ele sabe colocar um tempero diferente, uma coisa tão, mas tão especial, que o coração despedaça com seus desfechos arrasadores.
Jamie é de longe uma das personagens mais "lindas" que eu já vi. A personalidade dela é tão maravilhosa, ela não tem medo de ser ridicularizada no colégio, aliás, ela sequer se importa com isso. O que importa para ela é fazer uma diferença, o pouco que ela pode para trazer alegria para os outros, embora não haja muita alegria para ela.
O mais legal do livro (que foi a mesma coisa que eu apreciei no filme), é ver o amadurecimento de Landon. A maneira como ele vê o quanto pode ser legal fazer o bem, o quanto sua família pode ser importante e como o amor pode mudar alguém. Esse livro é sobre isso, sobre rever conceitos, aproveitar a vida ao máximo, valorizar as pessoas enquanto elas estão entre nós. Pessoas são perecíveis, mas as lembranças não são. E elas são tudo o que restam.
Jamie ensinou uma lição importante para Landon. E para mim também.

Quantas estrelas: ****

Tem uma trilha sonora? Claro que tem. A música que fez parte de uma cena que eu jamais irei esquecer. Only Hope cantada pela linda Mandy Moore.


A última música - Nicholas Sparks

Postado por Bia Carvalho

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

"Em circunstâncias normais, Ronnie provavelmente teria apreciado uma noite como essa. Em Nova Iorque, as luzes da cidade tornavam impossível ver as estrelas, mas aqui era exatamente o oposto. Mesmo com a cerração, dava para ver claramente a Via Láctea e até o brilho de Venus. As ondas iam e vinham de forma ritmada pela praia, e, no horizonte, dava para ver as luzinhas de meia dúzia de barcos de pesca de camarão. Mas as circunstâncias não eram normais..."


A História: Depois que seu pai abandonou a família e partiu para uma cidadezinha de praia chamada Wrightsville, Ronnie passou três anos sem falar com ele. E passaria muitos mais, se sua mãe não a mandasse junto com seu irmãozinho de dez anos para passar o verão nessa cidade que ela considerava o fim de mundo.

Chegando lá, ela repele o pai de todas as formas, e tudo que ele quer é uma aproximação. Mas, nem mesmo a música que os unia podia lhes aproximar, pois Ronnie não tocava mais piano, desde que ele partira.

Mas, o que a garota não esperava, era que Will, um rapaz bonito, de boa família e jogador de volei acabaria se interessando por ela, e que acabaria tornando seu verão muito mais bonito, e que sua relação pai e filha poderia ser salva de uma maneira eterna.


Minha Opinião: Como esse foi o primeiro livro do Nicholas Sparks que li, fui avisada de que seria uma leitura que me levaria às lágrimas, especialmente porque sou extremamente sensível. Quando comecei a lê-lo, estava em alerta a todo momento, achando que a história poderia dar uma reviravolta e me deixar muito emocionada. Porém, eu juro para vocês que não estava nem um pouco preparada para o que li. Juro que chorei de soluçar no meio do ônibus com certas partes, portanto, fica ai o aviso: "Ler Nicholas Sparks pode lhe dar rugas!!!"

Brincadeiras à parte, confesso que o início da história me deixou um pouco desanimada. Conhecia o esquema montado - a menina rebelde sem causa, áspera, que sempre se apaixona pelos caras errados, que acaba encontrando o menino direitinho e ele, sem explicação se apaixona por ela. Já imaginava até que ele teria uma namorada super-popular que faria da vida da protagonista um inferno. Não errei nas minhas suposições, mas errei no meu julgamento precipitado. "A última música" é muito mais do que uma historinha de drama adolescente, que conhecemos de cor. O livro é uma verdadeira lição de vida, de amor, de amizade e companheirismo.

Com uma sutileza quase feminina (não me levem a mal com esse comentário, mas juro que é um elogio), Nicholas nos apresenta uma leitura simples e intensa, com reviravoltas e diálogos inteligentes. Algumas passagens são clichês, eu sei, mas até o clichê desse autor me caiu muito bem.

É encantadora a maneira como passei do ódio ao amor por Ronnie em apenas algumas páginas. Sim, eu odeio garotinhas "I wannabe James Dean", que tentam a todo custo enfrentar pais e mães estragando a própria vida, andando com as pessoas erradas e fazendo coisas erradas. É linda a forma como descobrimos o quão humana e bondosa ela é, por trás da fachada durona e rebelde e como ela amadurece para enfrentar as dificuldades.

E os homens da trama? Will não me cativou. Achei-o covarde e imaturo em diversos pontos, principalmente com a mãe e Marcus. Steve é o pai que todos queriam ter. Que personagem grandioso! Um exemplo para qualquer um. Jonah, um fofo, e Marcus, o vilão... me deixou cheia de raiva.

A última música é um livro lindo e merece ser apreciado com moderação, pois causa lágrimas e choros compulsivos. E não digam que eu não avisei...


Quantas estrelas: ****


Tem uma trilha sonora? Não sei o motivo, mas eu fiquei o tempo todo com uma música chamada Cry da Mandy Moore na cabeça enquanto lia esse livro, que foi trilha sonora de outro filme adaptado de um livro do Nicholas Sparks, Um amor para recordar (outro que me fez chorar demais!!). Então essa ficou como escolhida.