"Parte de mim queria ficar. Parte de mim queria escancarar aquela porta e pagar para ver. Mas outra parte, talvez a que tinha milhões de anos de idade, a parte animal que ainda agia pelo instinto de sobrevivência, se levantou. Meu lado primitivo olhou para aquela luz e pressentiu perigo.
Um grande perigo."
Pág. 38
Editora: Arqueiro
Páginas: 222
Páginas: 222
A História: Nós já conhecemos Myron Bolitar, o ex-agente, ex-jogador de basquete e atual advogado - e investigador particular nas horas vagas -, agora vamos conhecer seu sobrinhos, Mickey Bolitar.
Mickey não anda tendo uma vida muito fácil. Seu pai sofreu um acidente de carro e sua mãe está internada em uma clínica de reabilitação, o que o leva a morar com o tio Myron, com quem não tem uma relação muito boa.
Além de todos os problemas acima, a nova namorada de Mickey desaparece misteriosamente, e uma senhora excêntrica afirma que seu pai está vivo.
Acompanhado de dois novos amigos muito estranhos, Mickey se vê preso a uma teia de segredos e mentiras que parece não ter fim. E, ele pode até ser a próxima vítima...
Minha Opinião: Gosto muito do trabalho de Harlan Coben, especialmente sua série "Myron Bolitar". Gosto dos diálogos rápidos, característicos desse personagem e de suas sacadas inteligentes e sarcásticas. Quando soube dessa série, protagonizada pelo sobrinho dele, me interessei no mesmo momento. Pena que não foi exatamente o que eu esperava.
Vamos aos pontos fortes da obra: estava mesmo faltando um YA com uma pegada mais policial, mais realista, sem fantasia, com um personagem corajoso, cheio de seus dramas pessoais e muito, muito inteligente. Além disso, o romance é quase zero, o que pode agradar a muitos públicos diferentes, especialmente o masculino, que torce a cara para beijos e juras de amor. Além disso, a escrita de Harlan é sempre uma boa pedida, pois ele é dinâmico, ágil e não faz rodeios. É um livro que se lê de uma "sentada" só.
Entretanto, o que não me agradou em "Refúgio" é que Harlan perdeu aquele sarcasmo todo, tão característico de Myron. Ele deu uma voz ao Mickey, mudando completamente sua narrativa, especialmente pelo livro ser escrito em primeira pessoa, tornando-se um adolescente de quinze anos. Isso não me agradou muito, pois me peguei várias vezes lendo frases completamente sem noção.
Outra coisa que me incomodou foi o final. Criei várias teorias na minha cabeça, que seriam muito relevantes, mas não me aproximei SEQUER do final. E este não foi satisfatório, pelo menos para mim. Acho que Harlan simplesmente não tinha nenhuma ideia do que ia usar como desfecho deste suspense e criou um final meio "nonsense", só para terminar a obra. Realmente não gostei.
Não vou dizer que não recomendo, porque a leitura é divertida, se você não se incomodar com as coisas que mencionei acima, é um passatempo interessante e Harlan é sempre Harlan.
Quantas Estrelas:

























.jpg)






